30 de jun. de 2009
>> À
29 de jun. de 2009
Identidade
CHANGE!
I'm starting with the man in the mirror
(Man in the mirror - Oh yeah!)
I'm asking him to change his ways"
Familiar e encantador poder de desvendar o que me é tão familiar. Sem avisos prévios, antes dos olhos abrir - acho até que os abro só para ver - lá está. E de novo! Não questiono porque gosto. Sigo os passos como numa valsa envolvente, romântica até. E o céu nem precisa ser azul, pinto cor-de-rosa. Basta a semelhança primeira e, de mãos dadas, vou. E voo. Saciada das perguntas que não foram respondidas. Inútilidade do óbvio. Desejo de não ouvir, nem olhar. Se for, a mim, permitido quero só sentir. Efervescencia delirante de sentir, apenas. Mais que isso não importaria e menos que isso não me alcançaria. Eternizado na ebulição; finalizado no vapor. Temperatura suficiente para não questionar, apenas acreditar... ou não. Longe de tudo, só lembro porque à frente não cabe. Não sei tomar forma. Materializo-me no que oferto agora. Oferta pouca para o que me procura. Entregue, algo perco ou deixo. Muda-se forma e já não sou mais. Forma pequena para sensibilidade imensurável. Vejo além, detalhe a detalhe. O todo não importa se não bem detalhado. Daí tudo se perde. Expectativas não superadas, delirios de quem pude ser, freios imaginários, medos camuflados por mentiras. Reencontro a mim na liberdade de estar comigo e meus sonhos!Aterriso, avistando o novo horizonte que já começo a escrever. Próximo capitulo!
28 de jun. de 2009
Silencios... para tocar e ser tocada
Meu som te cega, careta, quem é você?
(...) Sou a mais velha, mais nova espada e seu corte
Gritando, silenciosamente, em alto e bom som, que "sou" e não apenas "estou". Do que ontém morreu para renascer no sempre existiu. Das forças de que sou feita e assim amada ou renegada. Do que nunca finda, apenas adormece. Não minto, apenas sinto desenfreadamente; no instante agora ou anterior. Mas nunca a mesma emoção. Verdadeira no momento de senti-la. Quando é momento de entrega-la e não mais tê-la é porque o óbvio me cansa. E é daí a inspiração para ser e não apenas estar... Estar é apenas passagem. Eu não assim, enquanto sou, consciente ou inconscientemente. Me encanta o olhar, mas é o tocar que faz diferença... a minha, ao menos!
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
(...) Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo. "
Universo Paralelo:
27 de jun. de 2009
>> Morte
LUTO ABSOLUTO
Mal consigo crer...
LUTO!
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Organizar, preciso seria. Se fosse possível. Criar etiquetas e colocar tudo em sua devida pasta.
Mas não sei fazê-lo. Tudo é sentido de todas as maneiras. Com todos os arrombos que me cabem. Ultrapasso os limites impostos pela garantida sanidade virginiana. E o prejuízo é tão maior quanto eu pudesse esperar. Nada é esperado. Nem o sabor, nem o tom... menos ainda a anulação prévia do que nem permiti chegar. Covardia minha e de quem manipula o curso natural de ser. Destino outro, infelizmente, eu já sei... então, milagrosamente, espero. Piada, claro!
Eternamente MICHAEL JACKSON

Inútil tentativa humana de explicar uma perda.
O que de fato, poderia sugerir a hipocrisia de mencionar uma saudade ou uma falta irreparavel do que nunca esteve realmente presente. Mas compondo trilhas sonoras de incontaveis vidas. Inspirando atitudes, visuais, sonhos, musicalidades, ritmos, vidas, polêmicas e tudo que a mente humana puder imaginar.
Atrevo-me ainda a defini-lo não só como único, mas como "inspiração".
Enquanto artistas inspiram-se, normalmente, em outros artistas. Ele, no máximo, sofria influências e reinventava tudo. O cenário musical. Coreografias, ritmos, arranjos gerais.
Não só um compositor, mas intérprete de sua própria criação. Interpretava o que ele realmente acreditava possível. Enquanto humanos outros pensavam ser humanente impossível. Este ser humano, dotado de tamanha sensibilidade que beirava à agressividade, reinventava a si mesmo.
Normal seria, se ele não ultrapassasse os limites da natureza conhecida. Personalidade marcante. Marcada pelo sucesso absoluto. Que não pode ser diminuido apenas a recordes de vendas de discos. Mas pelo sonhar e realizar. Um garoto que se torna o maior astro pop de todos os tempos.
Que traz este olhar (foto) visionário que guru algum poderia adivinhar. Ele sempre estava um passo a frente.
Criador* do passo "moonwalk" (aqueles passinhos para trás), usado em todos estilo de dança, na verdade ele sempre esteve um passo à frente. Atrevo-me mais uma vez a citar que (talvez inconscientemente) ele criou este passo para mostrar ao mundo sua superioridade. Sua existência tinha que dar um passo atrás para estar no mundo, porque ele estava alguns passos à frente.
Ainda não consigo entender a perda. Neste momento, mesmo religiosa como sou, a morte parece a maior injustiça já vista. Não só para quem se vai, mas para quem fica sem essa estrela brilhante.
Entendo que tudo tem seu tempo e o Michael Jackson, genialmente, fez muito mais que um humano normal faria no tempo que aqui esteve. E permanecerá em sua obra, em sua sensibilidade registrada em todo seu sucesso. Para quem quiser ouvir, ver e aprender.
E quem não quiser, sinto muito, mas não há como esquecer ou deixar morrer o que sempre estará vivo. É história, é vida, é sonho.
Há pouco, no telejornal, Nelson Mota falava da vida do M. Jackson. E falou do sucesso na carreira e a derrota da vida pessoal.
Jamais ligaria tragédia e derrota à Michael Jackson. Pra mim, ele é um gênio. Que supera os limites da integridade atistica e pessoal. Casos não provados de pedofilia não apagam o movimento "we are te world". E nem se provados apagariam.
Nada poderia pagar o brilho de uma verdadeira estrela. Nem mesmo a dificuldade de lidar com as próprias emoções, os próprios medos, a sensibilidade e percepção imensurável, apagariam.
Construir um rancho, O NEVERLAND, só quem realmente não consegue aceitar a realidade do mundo. Dinheiro, nem fama e nem sucesso ofuscou o brilho de um ser, muito mais que, humano.
Consciente da realidade social, a abraçava. Não só com movimentos sociais, mas fazendo-se presente inspiração de que o sonho pode ser realidade. E nem mesmo a imperfeição humana pode com eles acabar. Incompreendido, timido, carismatico, emotivo, guerreiro e GENIAL.
O mundo jamais será o mesmo. Tudo sempre será muito pequeno ao lembrarmos deste astro.
IMORTAL!
Ainda abalada, talvez nem esteja crendo que a morte levou Michael Jackson.
Emocionada, mas orgulhosa de ter tido esta trilha sonora na minha geração.
Sentindo-me injustiçada com a perda. Mas consciente de ele nos deixa saudades e um novo olhar que devemos levar a frente....
E é este, mirando o futuro, que levarei dele.
Este brilho, nem a morte apagará.
Nota: Criador sim. Embora ele mesmo já tenha falado que apenas aperfeiçoou. O passo não era tão brilhante assim . Ele recriou o passo e transformou no moonwalk. Logo, criou.. hehehe
26 de jun. de 2009
Resistência
Retrocesso cego dirigindo-me à certezas. Infindas e infundadas, embasadas no calor do exato momento que as mãos se juntam. É a integração deste instante que se faz marcado em páginas que não se escrevem mais. Dentro do peito, condecorado com tesouros inacessíveis à insensibilidade de quem não pode crer. Vejo o caminhar iniciado de mãos dadas e corridas contra o tempo. Que agora está. Ausente da referencia do ponto de partida. Segue apenas e alegra-me o contar dos minutos desejados. De olhos fechados enfeito a beleza natural. Na ânsia monstra de tentar intensificar o que já está no limite... fervor! Efeito paixão. Mas, além de mim e do que sei -- sendo tão pouco ou penso que sei - tomada sou pela real - ou talvez ilusória - tentação de enxergar o que não se pode ver, mas sinto: perigo. Importância esquecida e jurada. Urgência de agora que pode não resistir... a condição de rejuntes de amanhã; simples despertar!
25 de jun. de 2009
Entrega
(...) ou qualquer coisa, cotidiana, além do amor; que lhe entregaria em forma de meu corpo. Convidar-lhe-ia a adentrar minha alma, através da materia que sou.
>> Solfejo frenético
Solfejando o desacelerar ritmado do coração que bate, calorosamente, desenfreado. Homeostase natural. Julga e subjulga atos e escolhas. Tateando meu universo, rolo na cama e não durmo. Naturalmente as páginas lidas sentem o inusitado fulgor - então descoberto - da re-escrita. Extravagante e decepcionante interpretação terceira, pensando que apenas estou, enquanto tento dizer: eu sou. Deixo o silêncio precípuo desafiar minha indignação - inconstante - adversa ao frêmito encantador de minhas preciosas particularidades.
24 de jun. de 2009
>> Encontrando o eixo
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicído!
23 de jun. de 2009
Subitamente distraída
Distraindo o certo que tão incerto se apresenta. Vou traindo instintos naturais facilmente descrentes e inabaláveis que, de fato - e não o ato em si - traz a morte instantânea e renascimento outro. Anseia, causa, grita quando, então, emudece. Aumenta o espaço e impede o abraço. Paciente espera. E todo momento se salva, enaltecido pelas palavras que chegam escritas, ouvidas, faladas ou rimadas. Encaixando-se no que nem cabe, nem sobra, nem falta, apenas se molda. E visto a moldura. Norteando despedida e boas-vindas. Tomada de alegria, despeço-me, todos os dias, de mais um dia que não fui embalada magicamente no sono do meu melhor sonho. E de um sabor único, embora inexplorado. Imaculado e almejado em minh´alma. E dou boas vindas a todo dia que renasço em mim mesma, tão repleta de mim e do que tenho, alimentando mais um dia amanhecido, entoado. Calado ou não. E subitamente: um beijo! Dado, lembrado ou desejado. Mas sempre um beijo!
22 de jun. de 2009
Sentidos
Ausente alguns sentidos: tato, olfato, paladar, audição...
Fica apenas a visão. Talvez distorcida.
Percepção rara e clara do que nem chegou e já se despede.
Entorpecida, recuo. Vejo ir... e acelero o "até logo".
Porque só sei do que bate em mim. Não sei o que quer o mar ao quebrar suas ondas na areia ...
21 de jun. de 2009
>> Querer
Penso.
Sonho.
Sinto.
Olho pra frente.
Busco referência.
No que passou.
E passou.
Não passe, por favor!
Surpreendo-me.
Vejo.
Lembro.
Esqueço.
Entrego.
Fecho os olhos.
Procuro.
Onde?
Incompleto.
Futuro.
Acerto.
Erro.
Vivo.
Proibo pensar.
Lembrar.
Querer.
Afinal
tudo passa...
O instante agora não é o instante depois.
Acaba.
Escorre das mãos...
Se pensar, já foi..
DROGA, então pensei!
18 de jun. de 2009
>> Entenda...
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar..."